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OS DESTEMIDOS GUARDAS DA EX. SUCAM / FUNASA / MS, CLAMA SOCORRO POR INTOXICAÇÃO

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A situação é grave de todos os servidores da ex. Sucam dos Estados de Rondônia,Pará e Acre, que realizaram o exame toxicologicos, foram constatada a presença de compostos nocivos à saúde em níveis alarmantes. VEJA A NOSSA HISTÓRIA CONTEM FOTO E VÍDEO

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

HISTORIA DOS SERVIDORES DA EX SUCAM



http://flitparalisante.wordpress.com/2009/08/28/a-nossa-letargia-e-inepcia-resulta-da
-constatacao-de-que-a-secretaria-vendia-cargos-vendia-promocoes-vendia-absolvicoes-e
-embolsava-grande-parte-da-propina-recolhida-pelos-valoroo-ora-com-tanta/ 

Excelentissimo Srs: Senadores,Deputados Federais e Estaduais:Vimos através do presente solicitar o vosso apoio Político, na medida do possível, a sua ajuda no sentido de aprovação do Projeto Lei 4485/2008, ora em tramitação na câmara dos Deputados. Este projeto, de autoria do Deputado Zequinha Marinho-PA; está revestido   da maior importância para os servidores  da Ex SUCAM e FUNASA. Justificamos a nossa solicitação, através  do histórico  abaixo. 

                 
HISTORICO

      Em abril de 1962, sem nenhuma  aparato magnífico, instalava-se em Rondônia  a Campanha  de erradicação da Malaria – CEM, órgão criado em 1958, com a finalidade de combater,controlar e erradicar a Malaria em todo o Território  Nacional. Porem, em 1970 antes  mesmo de cumprir  seus objetivos aconteceu  uma “ Fusão entre  a CEM, e o Departamento Nacional de Endemias Rurais – DENERU, resultando  na criação  da SUCAM,que chegou  a fazer  historia  em relação  ao controle  de Campanha   de Saúde  Pública –SUCAM, com a Fundação  Serviço  de Saúde  Pública – SESP, de origem FUNASA Fundação Nacional de Saúde  que, embora sem brilho dos seus antecessores, e a partir de 2000 a FUNASA foi cedido Estado e Município.

Junto com a instalação  da CEM ( inicio da década de 60), surgiram os primeiros servidores, que deveria iniciar os árduos trabalhos  de combate  à Malaria  em  Rondônia.  Até  aquele momento, a população  do território  não chegavam aos 110.000  habitantes, e vivia distribuído  nas cidades  de Porto Velho, Guajará Mirim,em algumas  vilas  e no seringais espalhados aos longo dos inúmeros  rios que formam a bacia hidrográfica  do Estado,todos dotados  de muitas  cachoeiras,onde o perigo rondava o viajante diuturnamente.
Até aqui, em razão da população  ser estável e significativamente dispersas, as  doenças como a Malaria  foi facilmente  controlada, sendo que os seus  índices permaneceram  baixos por um tempo.
   Nos anos  que  se seguiram, a população  foi gradativamente  aumentando- primeiro  com a vinda dos garimpeiros  de cassiterita,que se localizaram   no região  de Ariquemes, Porto Velho e são Lourenço , a margem  esquerda  do rio Madeira, na altura  de Mutum Paraná.
Em seguida  o processo migratório  foi intensificado, tendo  a sua seqüência ocorrida de forma impressionante, com uma  enorme volume de pessoas  chegando, oriundas de todas as regiões  do pais. Esse movimento  era subsiado  pelo projeto  do Governo  Federal, destinado  a ocupação  das terras  de Rondônia. Fio realmente um fenômeno o aconteceu, pois rapidamente  a população saltou  dos 100 para 700 e em 1984 ultrapassou  a casa  de 1 Milhão  e 100 mil habitantes.
Nas segunda  metade  da secada  de  80, quando  o processo de colonização  já estava  se tornando  estável, alguém  encontra   ouro  no rio Madeira. Esse achado, fez  eclodir  um outro processo  migratório   nessa direção, a com isso os problemas  em relação  à malaria que já não eram poucos devido a disseminação  quase  generalizada  da doença  no Estado,  sem duvida mais que dobraram. Ora, se combater  a Malaria em terra firme já é ruim  e complicado, agora  imagine  sob as água  do rio Madeira.  Um exemplo  bem simples  dessas dificuldades, ocorria quase  diariamente  com pessoal  da SUCAM  naquela  região: O servidor coleta material para exames  de algumas pessoas  suspeitas  de estarem acometidas  por Malaria, numa  mesma “draga” pela  manhã, mas quando  durante  a tarde  o servidor  voltava para  ministrar  o tratamento,  a “draga” já  não estava no mesmo lugar. A tal  “draga”  parecia haver sido tragado pelas  águas,  pois  por mais  que insistissem  não conseguiam  encontra-la. A época, do Teotônio à  confluência dos  Rios Beni e Mamoré,  o Rio  Madeira  cicia lotado  dede “Dragas”. Em alguns lugares como Imbaúba, Palmeiral, Vai- quem –que,  Araras  e outros,formavam –se  verdadeiras  cidades fluentes.
Um outro caso especial  aconteceu  no Município de Jaru,  que considerando entre 1973 e 1975, o quartel  general  da malaria  do mundo, uma vez  que  em nenhuma outro  lugar  a malaria  foi tão intensamente disseminada.
Quando  ao servidor da CEM, DA SUCAM e hoje da FUNASA cabia a responsabilidade de, através da sua luta contra  a Malaria, ofereceu as condições ideais  para  que tanto  os “nativos   quando os chegaste”, pudessem trabalhar  e viver em  paz sem o risco  de adoecer  em conseqüências  da Malaria.
Para  felicidade  de todos, esses objetivos  foram alcançados, e dessa forma  foi dada  à  população  rondoniense a condição  proposta  no parágrafo  anterior. Hoje, talvez  por descuido  dos responsáveis, a Malaria  ainda  persiste  em alguns  lugares, porem de forma devidamente controlada, sem causar  maiores  preocupações.
Aqui no Estado  de Rondônia, o trabalhador  da malaria e das outras  endemias, carinhosamente  chamado de  MALAEIRO.
 A   seguir  será  feito uma  rápida  abordagem, sobre  a forma  como  o Malaeiro, a rigor desenvolvia  suas tarefas  e cumpria bem cada missão  que lhe era confiada.
Tanto na CEM quanto na SUCAM,  no inicio de cada período  de trabalho, era elaborado   um planejamento  para  nortear  a execução  dos trabalhos  nos 06 meses  que se seguiam.
Cada turma recebia um  Itinerário orientando  em qual  área iria trabalhar, quantos prédios  havia e até  onde deveria chegar. Em geral  essas  áreas  eram seringais espalhados ao longo dos rios. Para o deslocamento  os  Malaeiros recebiam  um pequeno barco de madeira, e um motor dede pouca potencia, formando um  conjunto completamente inadequado ao transporte  de uma turma em Rios como  o Ji Paraná, Jaru, Jamari, Candeias, Madeira, Jacy paraná, Mutum Paraná, Abunã, Mamore, Pacaás  Novos, ao Guaporé juntamente  com todos os seus  tributários da margem brasileira. Essa viagens duravam em media 05 meses, nesses, nesse período  era rigorosamente  proibido retornar.  Nada    Justificava o retorno do servidor antes  de cumprir o Itinerário. Em caso  da morte dede esposa ou filho, o maleiro até voltava, mas em geral só chegava alguns dias do sepultamento.
O trabalho  era realizado em áreas insalubres, porque o malaeiro   estava sujeito a contrair  até  a doença  que combatia.
O trabalho  era realizado  se forma penosa, Porque  o malaeiro  era  obrigado a percorrer longas distancias  na selva  nos seringais, transportando  nas costas os seus pertences e mais o material de trabalho.
O trabalho era realizado de forma periculosa,  Porque o Malaeiro  arriscava  a vida praticamente  todos os dias – quando  não  estava nos  rios  correndo risco de naufragar   nas Inúmeras  cachoeiras existente, estava na selva possível de ser atacado por animais  peçonhentos ou por outros  tipos  de  fera,  ou ate mesmo  pela flecha  envenenada de um Índio em algumas regiões.
Para completar o quadro da periculosidade, todos  os  matérias  por nós  utilizados para combater  vetores  de doenças, eram inseticidas pertencente  a vários  grupo como os Organoforados, Organoclorados, piretoides,  Temofós  e um larvicida  Biológico  chamado BTI ( Bacili israelence), utilizado sem  nenhuma  literatura   a respeito. Todos  os inseticidas(Agrotóxico,pesticida –veneno ), são altamente  tóxicos  e extremamente perigosos. No nosso caso ( malaeiros), esse perigo  era relativamente  maior  porque trabalhávamos  sem  nenhuma orientação  a respeito  dos perigos causados pelo inseticidas e sem  os equipamentos  de proteção adequados, tanto na pesagem, como nas  borrifaçães  intradomiciliares,     nas nebulizações  especiais  e nas  aplicações  dos larvicidas.
O DDT ( dicloro difenil  tricoloroetano), é um dos inseticida  mais perigosos  do grupo dos organoclorados e foi usado por nós em RONDONIA , durante 31 anos.
Muitos outros  inseticidas não menos perigosos  foram usados nesse período,destacamos aqui o DDT, por nos parecer o que  mais danos causou  aos servidores  do ex- DENERUex CEM, ex-SUCAM,ex FSESP e da FUNASA,de todo o Brasil.
Hoje, analisamos  a nossa situação, nos parece que, ao invés  de lutadores em busca de uma saúde  melhor para todos os brasileiros, fomos sim, simples cobaias de produtos químicos variados.


Em razão das  intoxicações, muitos companheiros nossos –bons malaeiro,pereceram durante a caminhada. Entretanto, os que escaparam, embora com a saúde abalada continuam vivo e pedem socorro ao poder publico de Rondônia e do Brasil, no sentido de  aprovação  do projeto de  Lei 4485/2008, de autoria do Deputado Zequinha Marinho.
Considerando os  benefício que através  do nosso trabalho, conseguimos trazer  a economia e ao povo brasileiro; considerando ainda, todos os nossos companheiros que tombaram durante  a jornada e a nós  que continuamos  sofrendo os males oriundos dos venenos com os quais trabalhávamos, esperamos que o Brasil resgate esta divida para conosco.


       
   
                       Ji Paraná  Ro. 22 de Outubro de  2010.

                        Autor: Antonio Serafim  da Silva
                        Moderador: Valdir Madruga 
http://waldirmadruga.blogspot.com/

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