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OS DESTEMIDOS GUARDAS DA EX. SUCAM / FUNASA / MS, CLAMA SOCORRO POR INTOXICAÇÃO

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A situação é grave de todos os servidores da ex. Sucam dos Estados de Rondônia,Pará e Acre, que realizaram o exame toxicologicos, foram constatada a presença de compostos nocivos à saúde em níveis alarmantes. VEJA A NOSSA HISTÓRIA CONTEM FOTO E VÍDEO

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Deputado afirma já possuir provas materiais da contaminação de funcionários da Sucam

Deputado afirma já possuir provas materiais da contaminação de funcionários da Sucam

Data: 04/09/2008
Local: Rio Branco - AC
Fonte: O Rio Branco
Link: http://www.oriobranco.com.br/


Em audiência na tarde de quarta-feira, (03), de setembro, a comissão de Direitos Humanos da Aleac recebeu vários ex-funcionários da extinta Sucam para uma audiência onde foram apresentados laudos e exames que comprovam a contaminação dos ex-guardas pelo DDT, alguns dos documentos ainda não eram de conhecimento dos membros da Comissão.
A documentação foi encaminhada ao presidente da Comissão, deputado Walter Prado.  Estavam presentes na audiência ex-funcionários e funcionários que ainda se encontram em atividade mesmo com graves problemas ocasionados pela exposição ao pesticida.
Walter Prado vai requisitar exames toxicológicos por cromatografia para confirmar a contaminação e anexar as novas provas ao relatório que será entregue a Câmara Federal, para as devidas providências.  "Tenho provas materiais suficientes até para encerrar o relatório, mas pretendo continuar colhendo material para que no prazo final não reste dúvidas sobre a verdadeira causa de todos os problemas de saúde dos ex-guardas, se for necessários vamos procurar meios para fazer a exumação de ex-funcionários para proceder alguns exames que provarão que a causa da morte foi mesmo o DDT", diz Prado.
Omissão do poder público por aumentar o número de vítimas do pesticida DDT no AcreDurante toda à tarde de terça-feira (02), de setembro, os deputados membros da Comissão de Direitos Humanos da Aleac, percorreram a cidade colhendo depoimentos dos ex-guardas da extinta Sucam contaminados pelo pesticida DDT.  O principal objetivo da comissão presidida pelo deputado Walter Prado (PSB), é finalizar no menor tempo possível os trabalhos e enviar o relatório com todos os depoimentos e o maior número de provas para que seja dado prosseguimento as providências na Câmara dos Deputados em Brasília.
Ao todo foram ouvidas sete pessoas, todos antigos funcionários que tiveram contato direto com DDT durante a maior parte do tempo em que prestaram serviços ao órgão.
Walter Prado voltou a afirmar que a conclusão do trabalho é uma questão de honra para o seu mandato.  "Nosso trabalho não é fácil, mas tenho plena confiança que teremos um resultado satisfatório, tanto para os ex-funcionários como para suas famílias, minha dedicação é total para esta causa, que julgo ser mais que justa.  Estes homens dedicaram suas vidas a uma instituição pública e em defesa da população, não é justo que sejam abandonados a própria sorte, é uma questão de honra a conclusão dos trabalhos desta comissão", diz Prado.
A deputada Idalina Onofre (PPS), criticou a postura de alguns colegas de parlamento pela falta de interesse em encontrar uma solução para os problemas dos ex-guardas.  "Alguns colegas precisam descer do pedestal em que se colocaram e defender as pessoas que verdadeiramente precisam de defesa, chega desta história de procurar sempre defender as autoridades, o que o povo precisa é de parlamentares comprometidos com a coletividade, não com interesses partidários e particulares", diz Idalina.
O primeiro depoimento do dia foi de Egídio Marques de Souza, 56, que reside no bairro Tancredo Neves, com sua esposa e filhos.  Com muitas dificuldades de articular as palavras e por várias vezes tendo que ser auxiliado pela esposa, ele fala das dificuldades que tem enfrentado para conseguir tratamento e obter os remédios necessários para amenizar o sofrimento pela excessiva exposição ao pesticida.  Egídio lembra ainda que tinha que passar meses longe de sua família, que até a alimentação no período em que ficava a serviço da Sucam era custeada por ele mesmo.
"Carregava meu racho, o DDT, e os poucos equipamentos que eram fornecidos pela Sucam durante dias de viagem.  Muitas noites eu dormi com a roupa encharcada pelo DDT, hoje depois de tanta luta me vejo nesta situação, sem condições de me tratar, tendo que contar com a generosidade das pessoas para continuar vivendo.  Tudo que eu peço é um tratamento digno, que as autoridades reconheçam nossos direitos e vejam o sofrimento que eu e meus colegas estamos atravessando", diz Egídio Souza.
A Comissão se deslocou até uma clínica da cidade para ouvir mais um ex-guarda internado com complicações respiratórias.  Osmar Barbosa, 67, há uma semana internado em uma clínica particular aonde todo o tratamento vem sendo custeado por um plano de saúde pago com muita dificuldade.
Ao procurar tratamento na rede pública, Osmar Barbosa lembra que um médico chegou a recebê-lo com ironia.  "O doutor me olhou e disse: este ai não adianta... Existem muitos nesta situação, é questão de tempo, não quero me responsabilizar, vai que eu interno e ele morre no primeiro dia aos meus cuidados.  Fiquei revoltado com o descaso que fui tratado esperava que ao menos nesta hora tivesse reconhecimento por tudo que fiz, pelos riscos que passei nas matas, pelas doenças que adquiri no decorrer de uma vida de trabalho.  Espero que um dia este reconhecimento chegue, quero viver até este dia se possível" diz Osmar Barbosa.
Nos corredores da mesma casa de saúde a Comissão encontrou José Mariano, morador de Senador Guiomard, que se encontra em Rio Branco em busca de tratamento.  Num breve relato ele revela que está perdendo a visão, o tato nas mãos e sente dores fortes nas articulações, insônia e precisa de remédios até para se alimentar.  "Não sei quanto tempo vou agüentar, mas estou procurando sobreviver apesar de não ter nenhuma ajuda pública tento com poucos recursos e a ajuda de antigos colegas superar as dificuldades de um tratamento doloroso.  Estou perdendo a visão, às vezes não consigo segurar um copo nas mãos, minhas noites são longas e sem sono, até para comer tenho que tomar remédios.  Quando será que vamos ter algumas ajuda?  Sinto-me abandonado por uma sociedade que dediquei meus esforços para defender", reclama José Mariano.
Prosseguindo os trabalhos a Comissão foi até a residência de Juraci Moreira, 65, com 35, de serviços prestados a Sucam.  Juraci começou a sentir os primeiros sintomas em novembro de 2007, quando na oportunidade procurou vários médicos e nenhum conseguiu diagnosticar o problema.  Sentia a garganta coçar e sentia a sensação de que algo estava atravessado em sua garganta.
Sem ver solução para seu problema em Rio Branco, Juraci se viu obrigado a procurar tratamento em Goiânia.  "A igreja fez vários bingos, recebi doações de familiares, minha ex-esposa fez sorteio de celulares, foi muito esforço para conseguir os recursos que eu precisava para tratamento fora de domicílio.  Sempre esperei ter ajuda de alguma autoridade, mas esta ajuda nunca chegou", diz Juraci.
Durante seis meses Juraci permaneceu em Goiânia, onde foi diagnosticado que seu problema era câncer na garganta.
Saindo da residência de Juraci, a Comissão de Direitos Humanos, foi até o bairro Sobral, onde encontrou Sebastião Bezerra, 68, e sua esposa, que para surpresa do presidente da Comissão deputado Walter Prado, era uma conhecida de sua cidade natal Feijó.
Sebastião Bezerra, um homem fragilizado e assustado com muita dificuldade de se expressar, diz que trabalhou durante vinte anos doente, só parei quando já não tinha mais condições de carregar o equipamento de borrifar, mesmo assim continuou prestando serviços a instituição colhendo lâminas com amostras de sangue.  Depressivo, Sebastião não consegue ficar só e chora quando sua esposa tem que se ausentar por algum motivo.
"Já fui até na Bolívia em busca de cura, mas a cada dia vejo meu estado de saúde se agravar.  Nunca imaginei passar por tantos problemas como estou passando, trabalhei durante dez anos em Tarauacá, passava até seis meses longe de minha família, dormia com sacos de DDT como travesseiro.  Será que tanta dedicação valeu de alguma coisa?  Quero apenas viver o resto dos meus dias com dignidade, hoje pago R$ 144,00 em uma única caixa de remédio, minhas dificuldades são imensas.  Até quando terei que esperar por ajuda do governo?"  Pergunta Sebastião.
Uma visita que comoveu bastante todos os membros da Comissão foi à feita a José Pereira, 59, morador do bairro Estação Experimental, apesar de tudo que sofre ele ainda acha quer estava cumprindo com seu dever e que era sua obrigação defender a população.  "Estou doente, mas sempre achei que era meu dever percorrer as longas distâncias e levar à proteção as comunidades mais isoladas do nosso Acre", diz emocionado José Pereira.
O ex-guarda trabalhou de 1981 a 2007, e comenta que sete meses depois de começar a trabalhar com o DDT, já sentia fortes dores na cabeça e náuseas, sendo que gradativamente os problemas evoluíram, hoje, com dificuldades de locomoção e sofrendo com problemas de várias naturezas, José Pereira ainda acha que um dia seus esforços serão reconhecidos e que o poder público ainda vai fornecer a ajuda que ele necessita.
No Bairro Nova Estação a Comissão visitou Francisco Rodrigues do Nascimento, 67, que apesar dos problemas demonstrou muita alegria e vontade de viver, seu semblante muda apenas quando lembra os 35 anos que prestou serviços a Sucam.
Sofrendo com Diabetes e o que ele mesmo define como uma fadiga sem fim, Francisco Rodrigues lembrou várias passagens de sua vida de guarda da Sucam.  "Passei tantos anos servindo o Estado que esqueci viver, cheguei a perder a família por causa do trabalho, as constantes viagens e os longos períodos longe de casa me custaram muito caro, ainda tenho que pagar com esta vida de sofrimento constante.  Não é justo após toda a dedicação não tenha reconhecimento e ajuda do Estado na hora que preciso de uma medicação tenho que recorrer à ajuda de amigos.  É uma dura realidade difícil de ser encarada, mas que estou sentindo na pele," reclama Francisco Rodrigues.
A Comissão se reuniu após as visitas para definir o cronograma a ser seguindo nos próximos dias, o deputado Walter Prado propôs mais celeridade nos trabalhos já que a situação da maioria dos ex-funcionários requer bastante atenção e cuidados médicos.  "Chega de tanto sofrimento, vamos acelerar esta etapa para que no menor espaço de tempo possível estas famílias recebam a ajuda necessária, já que durante tanto tempo houve omissão por parte do poder público.  Não podemos admitir que os sobreviventes deste batalhão de guerreiros venham a perecer sem a atenção que eles merecem," finaliza Walter Prado.
No Acre já morreram mais de 40 ex-funcionários da extinta Sucam, com graves problemas de saúde, contaminados pela exposição ao pesticida DDT.  (Ray)
Perpétua lança frente parlamentar em defesa dos ex-guardas da SucamA deputada Perpétua Almeida (PCdoB) lançou no final da tarde desta terça-feira, em Brasília, a proposta de criação da Frente Parlamentar em defesa dos guardas da extinta Sucam.  Uma quantidade preocupante destes funcionários, - muitos deles ainda lotados na Fundação Nacional de Saúde - em todo o país convive com seqüelas irreversíveis atribuídas à exposição aos inseticidas Malathion e DDT.
A contaminação afetaria cerca de 300 pessoas somente no Acre, onde 40 óbitos já foram registrados, segundo pesquisa da Associação de ex Guardas da Sucam, formada por pessoas que trabalhavam borrifando o DDT.  Doze deles ficaram mutilados e onze estão com suspeita de câncer, além de outros 12 que têm problemas cardiovasculares.  No Pará, onde o governo federal sofre ações judiciais movidas pelas vítimas, o número de caso é superior a 500.
Perpétua fez circular um documento nos gabinetes e no plenário da Câmara Federal colhendo as assinaturas de dezenas de parlamentares que representam as bancadas nacionais.  Por sugestão da deputada, as assembléias legislativas do Norte se mobilizam para levantar o número de casos nos 9 estados da região.
"Começa agora uma rotina muito intensa por justiça.  Em alguns dias, lançaremos a frente parlamentar.  Depois, iniciaremos uma agenda de audiências públicas, para ouvir vítimas, especialistas e autoridades de vários estados.  Enquanto isso, eu estou pedindo uma reunião com o presidente da Funasa.  Infelizmente, é na base da pressão que muitas coisas acontecem por aqui", disse a deputada.
A intenção é produzir um dossiê e cobrar as seguintes providências junto ao governo: realizar exames nos servidores que não apresentam sintomas, assistência total aos pacientes que ainda lutam contra doenças graves e indenizar as famílias daqueles que já faleceram em decorrência da intoxicação.
A Assembléia Legislativa do Acre aparece à frente de todas as iniciativas: a Comissão de Direitos Humanos da Aleac promoveu visitas aos enfermos hospitalizados e deve apresentar, em duas semanas, um relatório com propostas de solução rápidas via parlamento.
Á época, os guardas da Sucam eram conhecidos como "mata-mosquitos" e combatiam doenças como dengue, malária e febre amarela sem as proteções recomendadas pelo Ministério do Trabalho, dentre eles a máscara.  Diversos pesquisadores comprovam os efeitos nocivos do DDT e Malathion.
O veneno acumula-se no organismo dos seres vivos - no caso do homem na glândula tireóide, fígado e rim, causando edema pulmonar, câncer, cirrose, doenças cardiovasculares, distúrbios mentais, tosse, rouquidão dentre outras doenças.  Estes malefícios podem demorar até 30 anos para se manifestar no organismo humano.  (Assessoria).


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