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OS DESTEMIDOS GUARDAS DA EX. SUCAM / FUNASA / MS, CLAMA SOCORRO POR INTOXICAÇÃO

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domingo, 25 de outubro de 2009

Reconhecimento do poder publico e ajuda às vítimas do DDT


15 de Maio de 2009


Entre todos os debates trazidos à Aleac durante a gestão da atual Mesa Diretora, o presidente da Casa, Edvaldo Magalhães, considerou o de ontem, dia 12, de longe, o que mais valeu à pena. Com a presença de mais de 100 funcionários e servidores aposentados da Funasa, a Aleac discutiu durante toda a sessão o problema da contaminação dos antigos "guardas da Sucam" pelo pesticida DDT [Dicloro-Difenil-Tricloroetano]. As vítimas, também chamadas de combatentes da malária, já somam 49 mortos e, só em Rio Branco, 13 estão mutilados. Mas, estima-se que são 500 e eles buscam na Aleac apoio pelo reconhecimento oficial de que foram contaminados pela substancia inseticida e para garantir o direito a tratamento, remédios e indenizações.


A problemática foi exposta e debatida das 10 às 12h30min. Ao final, o presidente Edvaldo Magalhães (PC do B), anunciou três providências a serem tomadas já a partir da sessão desta quarta-feira, 13. Em primeiro lugar, segundo ele, é preciso custear as despesas das viagens da coordenação da comissão de funcionários até Brasília sempre que for necessário.


-É preciso meter a mão no bolso. E a Assembléia vai ajudar no deslocamento para as viagens para fora do Estado. E nós sabemos que será um vai-e-vem em busca de ajuda para essa luta - afirmou.


Em seguida, Edvaldo determinou que a assessoria jurídica da Aleac estude qual é ‘o instrumento legislativo' mais adequado para acelerar o encaminhamento das questões com a chancela da Aleac.


Por fim, o presidente lembrou que a problemática dos servidores da Funasa não se limita às fronteiras do Acre, devendo alcançar toda a Amazônia, o que recomenda que a Aleac faça uma aliança com as bancadas federais dos demais estados, incluindo os senadores e a Comissão da Amazônia no Congresso Nacional.


"Quando a Aleac abre as portas para discussões, não é apenas para o público assistir, para ficar só nos debates, mas para dar encaminhamentos. E esta é um das sessões mais importantes desta legislatura", declarou Edvaldo, para acrescentar em seguida.


‘Se tomarmos essas providências terá valido à pena esta vinda de vocês aqui na Assembléia".


O auditório da Aleac foi totalmente ocupado pelos servidores da Funasa e ex-servidores da Sucam vestindo suas fardas cáqui, carregando suas sacolas de lona amarela e até os velhos borrifadores de DDT. E um único equipamento de proteção, o capacete que em nada impedia a inalação do veneno. O presidente da comissão de funcionários, Aldo Moura, explicou nunca os trabalhadores foram orientados sobre a periculosidade do DDT. Tanto, que usavam as vasilhas contaminadas para beber água e comiam o peixe morto na água contaminada em que lavavam suas ferramentas de trabalho. Também as esposas acabavam contaminadas quando lavaram suas fardas e duas delas teriam morrido com câncer nas mãos.


Por isso, a comissão reivindica que o Governo Federal garanta a realização de exames toxicológicos em todos aqueles que tiveram contato com o DDT, incluindo suas mulheres.


Convidado para falar da Tribuna pelo presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães, Aldo Moura fez um relato contundente dos problemas e mostrou um vídeo revelando o drama dos trabalhadores doentes em sua luta por tratamento e compra de remédios.


"Estamos aqui pedindo socorro, queremos que nos ouçam", disse Aldo. Ele explicou que, pelos levantamentos feitos por sua comissão, a partir de 2000, ficou claro que todos os servidores doentes, que vivem com seqüelas ou que já morreram, possuem sintomas semelhantes, o que não pode ser mera coincidência.


Um exemplo claro do que Aldo falava, estava sentado junto com os deputados no plenário: o aposentado Egídio Marques de Souza, 55 anos, entrou carregado, pois, depois de 30 anos de serviço no combate a malária, hoje sofre de epilepsia e tem a perna esquerda e o braço direitos paralisados em virtude de um derrame. Como ele, semi paralisados ou mutilados, há outros 12 ex-funcionários apenas em Rio Branco. De 2000 a 2008, foram 34 mortos.


A exposição de Aldo comoveu o plenário. De presença simples, mostrou força nos argumentos e abundância de vocabulário. No vídeo, um funcionário fazia às vezes de entrevistador e comentarista. Sobre um saco de DDT, o comentarista narra: "Este era nosso companheiro de todos os dias...dormíamos juntos...hoje está em nosso sangue e em nossa estrutura óssea".


Depoimento dos Deputados


Walter Prado


Quero que o Estado faça a parte dele, pois, já estamos atrasados nessa questão. Pessoas já morreram e já tem mais ou menos um ano que os casos começaram a vir a público. É preciso dar às vítimas e suas famílias esperança e soluções. Esta é uma causa que deve ser abraçada por todos os parlamentares, não importa se é governista ou da oposição, todos nós temos que estar unidos em defesa destas pessoas doentes. Já conseguiu, nesta terça-feira, 12, colher as assinaturas necessárias para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a responsabilidade da contaminação pelo inseticida DDT.


Juarez Leitão


É preciso que a gente, para ter alguma solução no presente, mergulhe no passado. Fui muitas vezes visitado pelos agentes. Quem ajudou a salvar vidas é que agora precisa de apoio. Não tenho dúvida do respeito que vocês têm pela sociedade, colocando a vida em risco para combater a malária. Estamos à disposição para ajudar vocês no que puder.


Luiz Gonzaga


Parabenizo a Assembléia Legislativa por esta oportunidade de debater os problemas. A reivindicação de vocês é justa pelo trabalho que desenvolveram na Amazônia, deixando as famílias e os amigos para subir os rios borrifando DDT. Essas pessoas adoeceram trabalhando. Então, é justo que o Estado cumpra seu papel e indenize as vítimas, essas pessoas merecem isso.


Fernandes


Esse caso precisa de justiça e reparação, ainda que com atraso. Muitos dos que morreram poderiam estar aqui conosco, mas por descuido do Estado foram prejudicados. Vocês deram a vida para que a nossa vida fosse salva. Espero que essa luta seja vencida de forma rápida para que os que ainda estão vivos possam permanecer assim por muitos anos.


Moisés Diniz


Na verdade vocês saíram de uma guerra e nesses conflitos que enfrentaram tiveram mais perdas que nas guerras convencionais. Um terço de vocês faleceu. Nós, os 24 deputados, só podemos pedir perdão, pelos políticos do Brasil, pelos políticos do Acre, especialmente nos tempos em que vocês foram envenenados. Podem ter certeza de que a Assembléia Legislativa do Acre vai fazer tudo que estiver ao seu alcance para auxiliá-los.


Luiz Calixto


A culpa pela contaminação não é do DDT, mas de quem permitiu o seu uso por funcionários sem treinamento e sem equipamentos de segurança. Mas não vamos politizar esta luta. Este é um problema de todos, mas o Estado – e não o partido – é o responsável pela assistência às vítimas.


Taumaturgo Lima


Os soldados da Sucam salvavam milhares de vidas sem saber que o produto que usavam os levaria à morte. Por isso, aqui, com todos os deputados, vamos encontrar um caminho e criar alternativas mais rápidas e eficazes para solucionar o problema, pois estamos lutando por vidas.


N Lima


O DDT foi fundamental no combate à malária, mas o culpado foi o governo que não ofereceu condições de trabalho seguro a estes agentes. O Estado, e não só a União, tem culpa na atual situação de lamúria destas pessoas, pois não oferece um tratamento de saúde digno.


Idalina Onofre


Muitas pessoas estão passando por sérias dificuldades financeiras, pois o pouco dinheiro que recebem é destinado à compra de seus remédios. Muitas das pessoas contaminadas no interior vieram procurar um melhor tratamento na capital, mas sem dinheiro


passam por sérias dificuldades.


Chagas Romão


Nós iremos abraçar a causa dos contaminados, se for necessário ir a Brasília para lutar em defesa destas pessoas nós iremos. Caso seja preciso criar um CPI será criada. Muitas destas pessoas têm sofrido por conta do descaso da saúde pública estadual.


Helder Paiva


O Estado não pode ficar de braços cruzados diante dessa situação. Mesmo de forma atrasada temos que resolver este problema. Esta causa é mais do que nobre, Os “mata-mosquitos” são verdadeiros heróis.


MPF investiga contaminação por DDT na Amazônia


Procurador Anselmo Henrique pediu cópia do dossiê entregue por servidores ao deputado Sérgio Petecão.


Mario de Oliveira sofreu derrame devido ao manseio constante do DDT /DAMIÃO CASTRO


DULCINÉIA AZEVEDO


contato@agenciaamazonia.com.br


RIO BRANCO — O procurador da República no Acre, Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, encaminhou ofício ao deputado Sérgio Petecão (PMN-AC), solicitando em regime de máxima urgência, cópia do dossiê elaborado por ele e destinado a ser entregue ao Ministério da Saúde, relativo à contaminação por Dicloro-Difenil-Triclorostano (DDT) de funcionários da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), no Estado, de 1994 até hoje.


No ofício nº. 615/2008-PR/AC/AHCL, datado de 3 de julho deste ano, Anselmo Henrique, informar que necessita dos documentos para instruir o Inquérito Civil Público instaurado pela Procuradoria da República tão logo tomou conhecimento da denúncia através de matéria jornalística publicada em jornais e sites de notícia de circulação local e nacional.


Pelo menos 114 servidores morreram sob suspeita de contaminação por DDT nos últimos 14 anos e outros 300 ainda sobrevivem e deram início a uma verdadeira guerra judicial para comprovar que estão doentes e requerer os benefícios que são de direito, desde a assistência médica até indenização por danos moral e material.

Sérgio Petecão fez a denúncia na Câmara dos Deputados. Ele pretende entregar pessoalmente uma cópia do dossiê ao procurador Anselmo Henrique.


O líder do movimento em defesa das vítimas do DDT, Aldo Nascimento, também participará do encontro com o procurador. Nascimento está percorrendo o Estado, coletando assinaturas para reforçar o dossiê.

“A presença do Aldo é muito importante. Ele deve está retornando a capital nesta sexta-feira, então iremos agendar uma visita ao Ministério Público Federal, provavelmente na próxima segunda-feira, e na oportunidade entregaremos ao procurador da República uma cópia do dossiê, incluindo material audiovisual, que comprova que os agentes da Funasa manipulavam o DDT sem qualquer tipo de equipamento de proteção”.


▪ DDT mata silenciosamente na Amazônia


Outros trezentos funcionários, ainda em atividade, apesar dos evidentes problemas de saúde relacionados ao contato com o inseticida, lutam para provar que estão contaminados e receber a assistência necessária por parte do governo federal, incluindo gastos com medicamentos e indenização por danos morais e materiais sofridos em decorrência da contaminação. ‘’No ano de 95, morriam de dois a três, todo mês. Todas as vezes que enterrávamos alguém ficamos na expectativa de quem seria o próximo’’, desabafa o motorista oficial Aldo A. Silva, o grande incentivador do movimento que pretende expor para o País a triste situação a que estão relegados os funcionários da Funasa contaminados pelo DDT durante as cruzadas contra a malária na zona rural do Acre.

Aldo tem 57 anos e também está contaminado. Confiante, ele acredita que unidos os servidores sairão vitoriosos e conseguirão evitar novas mortes. ‘’Tem um companheiro nosso que está em estado terminal de câncer. Oito dos nossos já morreram vítimas dessa doença, que comprovadamente tem uma relação muito estreita com o DDT. O que nós queremos é que as autoridades reconheçam isso e nos ofereçam as condições de buscar a cura ou pelo menos terminar dignamente os nossos dias’’, suplica.


Aldo: capacete era único equipamento /DAMIÃO CASTRO


Sem equipamentos de proteção


Segundo Aldo, a falta de equipamentos de proteção facilitou o envenenamento dos agentes de endemias (antigos guardas da Sucam) e motoristas que tinham contato direito com o DDT. ‘’Nosso único equipamento de proteção era o capacete de alumínio. Ele protegia a cabeça, mas deixava as narinas completamente expostas, em contato direto com o inseticida, que também penetrava diretamente na nossa pele’’, revela.


‘’Todas as vezes que borrifávamos uma casa na zona rural era comum encontramos cachorros, gatos e galinhas mortos pelos quintais. O que nós não sabíamos é que também estávamos sendo envenenados aos poucos e que um dia seriamos obrigados a lutar para poder provar que fomos contaminados no pleno exercício de nossas atividades, e que o governo federal tem uma dívida conosco’’, declara.


Aldo observa o colega acamado, vítima de derrame /DAMIÃO CASTRO


Lágrimas de revolta

Mário Wilson de Oliveira, 53 anos, trabalhou como guarda de endemias durante 20 anos, até que começou a sentir dores constantes nas articulações, tonturas e náuseas. Não demorou muito para o quadro evoluir para um derrame que o mantém de cama há nove anos. O que Mário, a esposa e os três filhos não sabiam é que tudo isso estava relacionado ao contato com o DDT e que a família seria obrigada a arcar por conta própria com todas as despesas relacionadas ao tratamento.

Além da paralisia dos membros inferiores e superiores, Wilson também teve a fala afetada, mas é capaz de transmitir, num simples olhar, a dor e revolta guardadas dentro de si. Ao ser perguntando se tem consciência sobre os reais motivos da sua doença, ele chora, numa clara demonstração de lucidez, mas total incapacidade física imposta pelas complicações decorrentes do envenenamento.

Inseticida age diretamente no sistema nervoso


Quem olha para Antônio Souza Oliveira, 44 anos, não imagina os estragos que os 10,71 ml/dl de DDT presentes no seu organismo têm provocado à sua saúde. Ao contrário de Wilson ele mantém todos os movimentos e aparentemente parece uma pessoa saudável. Mero engano, Antônio tem crises profundas de depressão, acompanhadas de queda de pressão e outros sintomas relacionados ao desequilíbrio do sistema nervoso. Com o apoio da família, Antônio foi o primeiro funcionário da Funasa a responsabilizar o órgão judicialmente pela contaminação por DDT, requerendo o pagamento das despesas com remédios e indenização por danos morais e materiais pelos transtornos sofridos.

Antônio responsabalizou a Funasa judicialmente /DAMIÃO CASATRO

A ação, impetrada na 2ª Vara da Justiça Federal de Rio Branco, se fez acompanhar de laudo toxicológico, estudo neurofisiológico, laudo médico do trabalho, e vários outros exames, realizados em laboratórios especializados de Goiânia e Brasília, comprovando o alto grau de contaminação. Segundo a portaria nº 12, de 6 de junho de 1983, da Secretaria de Segurança da Saúde, o valor normal de presença de DDT no organismo humano é de até 3 mg/dl, o que significa que a quantidade encontrada em Antônio está três vezes acima do padrão tido como normal.


Antônio afirma ainda que encontrou agentes de endemias em Recife com até 400 mg/dl de DDT no organismo, e alerta que várias mulheres de funcionários também podem estar contaminadas em decorrência do contato direto com a roupa dos maridos, durante a lavagem.

Afastado das suas funções de agente de endemias desde setembro de 2005, ele controla os efeitos da contaminação com três medicamentos, hoje avaliados em R$ 1.060,00. O juiz federal Pedro Francisco condenou a direção da Funasa a bancar os gastos com os remédios e ainda pagar R$ 50 mil a título de indenização por danos morais e materiais, mas o órgão recorreu da sentença.


Deputado Petecão quer


explicações do governo



Acompanhada de dossiê, incluindo material audiovisual, a lista com os 114 nomes de prováveis vítimas será encaminhada ao Ministério da Saúde e à presidência da Funasa pelo vice-presidente da Comissão da Amazônia, deputado Sérgio Petecão (PMN-AC).


Na semana passada ele se reuniu com um grupo de 20 funcionários contaminados e ouviu atentamente o depoimento de cada um deles. ‘’Eu conheço de perto o trabalho desenvolvido por essas pessoas, sei que eles deixam de lado as suas famílias para se embrenharem na mata para combater a malária e agora que estão doentes e precisando da ajuda do governo federal não podem simplesmente serem ignoradas’’, disse o parlamentar.

Vereador contaminado

O presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, Pedrinho Oliveira (PMN) – funcionário da Funasa licenciado – também participou da reunião. Apesar de fazer parte do quadro administrativo, ele se submeteu ao exame para detectar a presença de DDT no organismo e descobriu que também está contaminado.


‘’Isso demonstra o alto grau de contaminação desse produto, até nós que manipulávamos as fichas dos guardas de endemias fomos afetados’’, revela, garantindo que apóia a luta dos colegas e vai ajudar no que for possível para encaminhar as suas reivindicações, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Além da indenização pela contaminação por DDT, os agentes de endemias e motoristas da Funasa, que se encontram nessa situação, querem o direito a aposentadoria por 25 anos de serviço, a exemplo com o que já acontece com outras categorias.

"Por que essa discriminação?"


‘’Um professor se aposenta com 25 anos de serviço porque trabalha com o giz, material bem menos tóxico do que o DDT, por que nós, que estamos envenenados, que demos a nossa vida para matar o mosquito da malária e salvar milhões de outras vidas, também não podemos ter direito, por que essa discriminação com a gente?’’, questionou Waldyr Madruga, acrescentando que o último exame realizado revelou um percentual de 7,11% da presença de DDT no seu organismo.


‘’Eles nunca tiveram respeito pela gente. Quando íamos para a zona rural não tínhamos nem lugar para acampar. Quantas vezes não dormir em chiqueiro de porco ou curral de boi. Agora, eles continuam nos relegando o segundo plano, escondendo da opinião pública que estamos doentes. Deixando-nos morrer a míngua’’, desabafa Waldyr Madruga.

Brasília, 15 de Maio de 2009




DESTAQUES: Amazônia _




Vítimas do DDT apelam ao Supremo por direitos


sábado, 13 de setembro de 2008

Em Jaru contaminação é cinco vezes supeior ao permitido pela OMS. União contesta indenizações e perde.

Jaru, a 280 Km de Porto Velho, tem as vítimas mais graves do DDT na Amazônia


MONTEZUMA CRUZ


montezuma@agenciaamazonia.com.br


BRASÍLIA – No meio da floresta rondoniense, um solitário servidor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) lança o apelo em tom de angústia. Waldyr Madruga, antigo combatente do anofelino, o mosquito transmissor da malária, pede a sensibilidade do governo federal para socorrer borrifadores de Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) no município de Jaru, cujos índices de sangue contaminado superam o limite de tolerância permitido pela Organização Mundial de Saúde. Jaru, a 285 quilômetros de Porto Velho, tem 55,8 mil habitantes.


Exames feitos pelos servidores em um laboratório de Brasília revelou que a quantidade de DDT no sangue deles alcança índices até quase dez vezes o índice considerado normal no ser humano. Nos estados do Pará e do Acre alguns servidores deram entrada em ações judiciais por intoxicação por DDT.


No Pará, servidores que entraram com ações pedindo indenizações por intoxicação já ganharam em primeira instância, mas a União recorreu e perdeu. Informa-se que essas ações chegarão até o julgamento no Supremo Tribunal Federal, devido à falta de jurisprudência quanto à responsabilidade administrativa da União pela intoxicação dos servidores da Funasa em todo Brasil, pelo manuseio do DDT.


Área endêmica de malária em Rondônia /JEISON ALFLEN-PROGRESSO VERDE

Alteração de células nervosas


A concentração elevada estaria causando degeneração nas articulações, paralisia de membros, alterações neurológicas, dores nos membros e desmaios. As vítimas guardam laudas médicos e documentos. O DDT provoca alteração na camada de mielina das células nervosas, cujo dano é irreversível. “Por causa disso tem-se perda de memória, paralisias, perda de reflexos etc", adverte Madruga.

Ele conta que, em 2005, por iniciativa de um advogado recém-chegado a Rondônia, os "sucanzeiros" começaram a fazer testes de intoxicação por conta própria, sem plano de saúde. "Quando os resultados começaram a chegar vindos lá da região centro-oeste foi um espanto só de norte a sul de Rondônia: homens com níveis de DDT no sangue em quantidade duas, três, cinco e até quase dez vezes maiores que o índice considerado normal para um ser humano”, disse.

O Brasil usou o DTT por quase 50 anos. Com a Funasa o uso se estendeu até 1998. De acordo com o coordenador de Recursos Humanos do órgão, Adalberto Fulgêncio, até 1998 a Funasa capacitava os agentes forneciam-lhes equipamento de proteção individual e orientação de como deveriam ser utilizados todos os insumos no combate a qualquer vetor.

Madruga lembra que ele e seus colegas trabalhavam até 12 horas diárias no combate ao mosquito vetor. Todos entravam em contato com o produto “sem máscara, sem luva, sem nada”. Ele disse ter participado das ações de prevenção da malária com o DDT no período entre 1986 e 1989.


Servidor pede apoio político à causa

JARU, RO – Servidores que atuavam no controle de endemias em estados amazônicos, na região Norte, tanto na antiga Superintendência de Campanha de Saúde Pública (Sucam) quanto na Funasa, também pedem mudanças na legislação, permitindo que as mulheres se aposentem com 25 anos de serviço e 50 de idade, e os homens, com 30 anos de serviço e 55 de idade.



“Vimos por meio desta, solicitar apoio político na causa dos servidores da Funasa em Rondônia, que, assim como outros servidores deste órgão em todo o Brasil, durante várias décadas estivemos trabalhando em contato com o inseticida organoclorado DDT sem nenhum tipo de equipamento de segurança, tampouco, sem nenhum tipo de informação quanto ao poder tóxico deste produto”, escreve Madruga à Agência Amazônia. Lembra que o DDT foi descoberto e inicialmente utilizado durante a 2ª Guerra Mundial para controlar a praga de piolhos que os soldados tiveram.


“Após o fim da guerra, com a alta letalidade do produto sobre os insetos, o DDT passou a ser utilizado no controle de pragas agrícolas e de interesse em saúde pública, como a malária. Países no mundo inteiro compraram o produto que era fabricado no EUA, porém, com pouco mais de dez anos de uso, os americanos descobriram que esse inseticida era letal na natureza e no próprio ser humano”, lembra Madruga.


Proibido só nos EUA


“A partir do início da década de 60 o uso do DDT foi proibido (lá!). No entanto, os outros países do mundo, como o Brasil, continuaram a comprar o inseticida durante muito tempo. No Brasil o DDT foi utilizado pela Funasa nas ações de controle de malária até 1990, e extra-oficialmente ele ainda foi aplicado até 1995", assinala

"Hoje, no quadro de servidores da Funasa, tanto naqueles que trabalham com saúde indígena quanto os descentralizados que atuam nas Divisões de Endemias Brasil afora, os problemas de saúde variam desde paralisias de membros, degenerações de articulações, alterações neurólogicas e neuropsíquicas, como depressão e outros. Nem mesmo a OMS conseguiu ainda descrever danos fisiológicos”, acrescenta.



Aplicação do DDT na África: tiro pela culatra


Em 2007, Banco Mundial elogiou


aplicação do pesticida na África


O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, elogiou publicamente o programa da África do Sul de controle de malária, afirmando que a aplicação do DDT no interior das residências naquele país tem ajudado a reduzir os casos da doença. A afirmação foi feita durante visita à vila Mamitwa, no província sul-africana de Limpopo, umas das regiões com a maior incidência de malária daquele país, em março de 2007.


Uma das razões para eu visitar esta localidade em particular é o fato de que ela conseguiu reduzir de maneira dramática os casos de malária de uma forma que eu ainda não havia testemunhado em outras partes do mundo", afirmou o presidente do Banco na ocasião.


África do Sul deixou de usar os inseticidas recomendados anteriormente e decidiu passar à pulverização de DDT nas áreas internas das residências. O DDT é um inseticida poluente orgânico persistente, proibido ou que está deixando de ser usado nos 143 países signatários da Convenção de Estocolmo, um tratado internacional que regula os cuidados com a proteção da saúde humana no mundo (Ambiente Acreano).






O seu apelo foi publicado em forma de reportagem. Confira aqui: http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2800&Itemid=156

























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